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Quarta, 23 Abr 2014
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Sex, 07 de Outubro de 2011 12:17

Câncer de Fígado

Sobre o fígado

O fígado é o maior órgão do corpo humano, estando localizada na parte superior direita do abdômen (saiba mais). O fígado exerce inúmeras funções na regulação do organismo, na desintoxicação do sangue, na defesa contra infecções, no depósito de energia e na produção de bile que auxiliará no processo digestivo.

Introdução Câncer do fígado

Para melhor compreensão os tumores benignos do fígado e os tumores e cistos do fígado são apresentadas em sessões separadas.
Saiba mais sobre os tumores benignos do fígado
Saiba mais sobre cistos do fígado

O câncer de fígado podem ser divididos em: câncer primário (com origem no próprio fígado) e câncer secundário ou metastático do fígado (com origem em outro órgãos e que atinge o fígado secundariamente). Tumores secundários (ou metástases hepáticas são mais comuns que os tumores primários e também serão tratados em uma sessão separada.
Saiba mais sobre metástases hepáticas

Dentre os cânceres primários do fígado, o mais frequente é o hepatocarcinoma, também conhecido como carcinoma hepatocelular. Outros tipos de câncer primário de fígado incluem o colangiocarcinoma originado nos ductos biliares (saiba mais sobre colangiocarcinoma), o angiossarcoma (câncer originário dos vasos sanguíneos do), o carcinoma fibrolamelar, o linfoma  e o hepatoblastoma.
Saiba mais sobre outros tipos de tumores malignos do fígado

O hepatocarcinoma é o quinto tipo de câncer com mais de 500.000 casos novos diagnosticados a cada ano no mundo.

Prevenção e fatores de risco do Câncer de fígado

- Cirrose hepática origina mais da metade dos casos de carcinoma hepatocelular (saiba mais sobre cirrose),
- Infecção pelos vírus das hepatites B ou C, mesmo sem cirrose também são fatores de risco para câncer de figado. Para não desenvolver cirrose hepática é preciso controlar a quantidade de álcool ingerida. O vírus da hepatite B pode ser prevenido pela vacinação.
- Um fungo chamado Aspergillus flavus produz uma substância chamada aflatoxina que é fator de risco para o hepatocarcinoma.

Detecção Precoce do câncer de fígado

A identificação em fase inicial do hepatocarcinoma pode ser suspeitada através da dosagem de um marcador tumoral no sangue chamado alfafetoproteína (produzida por 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer) e com a utilização da ultrassonografia abdominal. A exatidão da ultrassonografia na identificação de tumores de fígado chega a 90%.

Sintomas do câncer de fígado

- Algumas pessoas podem não apresentar sintomas.
- Dor abdominal, sensação de distensão e peso na da barriga.
- Perda de peso inexplicada, perda de apetite, mal-estar, icterícia (tonalidade amarelada na pele e nos olhos) e ascite (acúmulo de líquido no abdômen).

Diagnóstico do câncer de fígado

Suspeita de um médico experiente é de fundamental importância para o diagnóstico. O relato dos sintomas e o exame do paciente se associam a alguns exames de sangue e de imagem. Estes podem também confirmar ou não a suspeita de cirrose hepática. Os exames de sangue servirão para verificar a saúde como um todo do pacientes, bem como testar o fígado, os rins e verificar se há obstrução da bile. O diagnóstico é feito através de tomografia computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética (RNM). Geralmente não se utiliza biópsia hepática para confirmação diagnóstica. 

Estadiamento do câncer de fígado

Após o diagnóstico confirmado serão realizados outros exames de sangue e de imagem para entender em que fase se encontra o carcinoma hepatocelular. A este processo damos o nome de estadiamento.
Com o uso de tomografia computadorizada, de cintilografia óssea e exames de sangue conhecidos como marcadores tumorais (alfafetoproteina), pode-se estabelecer em que fase se encontra o hepatocarcinoma. Quanto mais precoce (inicial) for o tumor maior é a chance de cura. Tumores em fase inicial são aqueles limitados ao fígado com menos de 5cm em diâmetro ou presença de até 3 tumores com menos de 3cm cada. Os tumores de fase intermediária podem exceder este tamanho ou número, acometer também os gânglios linfáticos e vasos sanguíneos da região do fígado e os tumores avançados podem envolver outros órgãos próximos ou distantes (ao que se dá o nome de metástase).

Tratamento do câncer de fígado

A remoção do câncer de fígado por cirurgia (chamada de hepatectomia) ou o transplante de fígado são as principais opções de cura para o carcinoma hepatocelular.

A cirurgia, chamada hepatectomia, geralmente encontra como principal limitação a alteração da função do fígado (detectada em exames) causado pela cirrose e também o risco de agravamento rápido da saúde em casos de remoção de grande parte do fígado. Assim, no nosso meio, opta-se por realizar cirurgias em pacientes que possuam função hepática pouco alterada, sem complicações da cirrose, e que terão removidos apenas uma porção pequena do fígado. Hoje, em alguns casos, pode se utilizar laparoscopia para estes tipos de cirurgia (hepatectomia videolaparoscopica) para que o paciente possa se beneficiar com uma cirurgia minimamente invasiva. Saiba mais sobre laparoscopia e cirurgia minimamente invasiva

Para aqueles que possuem hepatocarcinoma em fase inicial (um única tumor de fígado com menos de 5 cm de diâmetro ou até 3 tumores com menos de 3cm cada), com ou sem alterações da função do fígado ou complicações da cirrose  e sem sinais de acometer outros órgãos,  a melhor opção de tratamento é o transplante de fígado. Este tratamento consiste em substituir o órgão afetado por câncer por outro sadio. Para a realização deste procedimento o candidato a transplante devem ser avaliados por uma equipe de profissionais de um centro transplantador credenciado ao Ministério da Sáude. Informe-se com a equipe Hepatogastro.
Saiba mais sobre transplante de fígado

Outra opção de tratamento é o tratamento percutâneo (pela pele) do tumor de fígado. O câncer de fígado pode ser destruído sem a necessidade de cirurgia, com sedação e retorno rápido as atividades diárias. Com o auxílio do ultrassom, é introduzida uma agulha para injeção deálcool, ou utilização de microondas, resfriamento rápido (crioablação) ou radiofrequência. Este último é o que vendo mais utilizado na prática. Apesar de simples, rápido e seguro, o tratamento percutâneo não é tão eficaz quanto o cirúrgico. Dados atuais, apontam a possibilidade de cura para câncer hepatocelular pequeno (menor que 3 cm), porém ainda cedo para que se possa chegar a uma conclusão definitiva. Estes método pode ser utilizado antes da cirurgia, durante a cirurgia, naqueles que tem um hepatocarcinoma que retornou após transplante ou cirurgia  ou em pessoas que não possam ou não aceitem a cirurgia.

Outra opção de tratamento do carcinoma hepatocelular é a quimioembolização. Este tratamento também pela pele (percutâneo) com sedação, podendo ser combinado as outras modalidades anteriormente descritas. Acredita-se que este procedimento não tenha a capacidade de curar, mas de reduzir o tamanho do tumor e sintomas e aumentar a sobrevida. Neste procedimento, através de um pequeno “canudo” que é introduzido na região da virilha e com auxílio de exames de raios-X, será injetado medicamentos (quimioterapia) e também “espumas” que interromperão a chegada de sangue ao carcinoma hepatocelular. É utilizado principalmente quando não há possibilidade de tratamento curativo (ressecção ou transplante), ou para possibilitar o tratamento curativo-diminuindo o tamanho do hepatocarcinoma e/ou evitando que o tumor de fígado cresça antes do transplante ou da hepatectomia.

Para a utilização de tratamento percutâneo do tumor com ou sem quimioembolização a função hepática deve estar praticamente normal e não haver complicações da cirrose, o que será determinado por um médico experiente. Para casos avançados, utiliza-se a quimioterapia sistêmica oral com um medicamento chamado Sorafenibe.

Resultados do tratamento do câncer de fígado

O resultado do tratamento varia de acordo com o estadiamento, funcionamento do fígado e modalidade de tratamento escolhido. Existe chance de sobrevida de 75% 5 anos após transplante de fígado para hepatocarcinoma. Resultados similares a este naqueles pacientes submetidos a hepatectomia com intenção de cura. É descrita uma chance de 20-25%  de sobrevivencia apos 2 anos de uso de quimioembolização. Em casos mais graves ha uma chance menor que 10% de sobrevida em um ano naqueles com lesões maiores e com função hepatica alterada.

Angiocarcinoma

Associado ao potencial carcinogênico de substâncias químicas como cloreto de vinil, usado na fabricação de alguns tipos de plástico, os arsenicais inorgânicos e o Thorotraste (solução de dióxido de tório).

Hepatoblastoma

É o tumor de fígado mais comum em crianças.

Linfoma

É raro no fígado, mas como em outras regiões do organismo, pode acomenter o tecido linfóide. Geralmente não necessita de tratamento cirúrgico e deve ser tratado com quimioterapia.

Tumor Fibrolamelar

É uma variedade do hepatocarcinoma mais comum em jovens e apresentando uma melhor resposta aos tratamentos disponíveis.

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