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Ter, 13 de Setembro de 2011 16:20

Hérnias da Parede Abdominal

Hérnia é um defeito da parede abdominal que não consegue manter as vísceras e órgãos dentro da barriga. Este defeito (buraco ou furo) causa um abaulamento, saliência ou protrusão no local que mais comumente contém uma porção do intestino ou gordura abdominal.

O defeito pode ser genético (de nascença) ou decorrente de fraqueza da parede abdominal ocorrer em vários locais da parede abdominal como por exemplo na região do umbigo (hérnia umbilical) ou da virilha (hérnia inguinal).

Sintomas de hérnia

Além de se verificar um abaulamento local, os portadores de hérnias podem ser totalmente sem sintomas, sentir desde um leve desconforto até dores intensas, associadas a náuseas, vômitos e mau estar generalizado. Os sintomas decorrem da constante entrada e sáida do conteúdo abdominal através do defeito da parede abdominal. A dor pode piorar com o esforço na região pela tosse, evacuação, exercício ou levantamento de peso.

Caso graves geralmente estão associados a complicações: encarceramento e estrangulamento. O encarceramento é a manutenção do conteúdo abdominal dentro do defeito da parede, ou seja, fora da cavidade abdominal, sem retorno espontaneo deste conteúdo para o seu lugar correto. O sintoma passa a se gravar com dor contíninua no local, mais intensa, podendo também ocorrer distensão da barriga ou estufamento, parada de funcionamento do intestino, perda de apetite, náuseas, vômitos e febre. No estrangulamento, além do encarceramento, há um sofrimento do intestino causado por falta de circulação sanguüínea. O encarceramento é uma urgência, e a cirurgia para o tratamento da hérnia deve ser realizado o mais rápido possível para que não ocorra doença intestinal grave.

Diagnóstico de hérnia

Geralmente não são necessários exames para se certificar que você tem uma hérnia. Baseado nas suas queixas e no exame físico o médico pode verificar que tipo de hérnia voce tem, qual tamanho e qual a melhor técnica para tratamento

Em pacientes obesos, com hérnias pequenas ou em casos raros de hérnias gigantes, complicadas ou em pacientes que já foram operados múltiplas vezes, exames de imagem (ultrassonografia, tomografia abdominal ou raio X contrastado chamado de herniografia) podem ajudar no diagnóstico preciso e principalmente no planejamento do tratamento cirúrgico.

Tipos de hérnias

As hérnias são classificadas de acordo com a sua localização e origem. As mais comuns são:

Hérnia Inguinal

A hérnia inguinal é aquela que ocorre na região da virilha, e correspondem a 75% de todas as hérnias abdominais. É uma doença bastante comum, atingindo cerca de 3% da população. Este tipo de hérnia é 25 vezes mais comum em homens do que em mulheres. As decorrentes da fraqueza da parede do canal inguinal (chamadas de diretas) são mais comuns em pessoas mais velhas e que se submetem a um grande esforço abdominal (profissionais do esporte ou que levantam peso, aqueles com tosse crônica, constipação ou em indivíduos com obesidade).

As hérnias inguinais congênitas (indiretas) decorrem de uma falha genética da região inguinal, e por isso são mais comuns em crianças e adultos jovens. Doenças que possam aumentar a pressao dentro do abdomen podem facilitar a ocorrência da hernia. Dentre elas se destacam constipação intestinal, doenças da próstata e dos pulmões.

Hérnia Umbilical

A hérnia umbilical é causada por um defeito no fechamento da cicatriz umbilical, que geralmente é congênito.

Hérnia Epigastrica

As hérnias epigástricas são as que acometem a linha mediana do abdome, tanto acima (mais comum) quanto abaixo da cicatriz umbilical. Também se caracterizam por abaulamento da região abdominal.

Hérnia Incisional

A hérnia incisional ocorre em locais do abdome que já foram submetidos à incisão cirúrgica, e são resultantes da cicatrização inadequada destas incisões.

Tratamento das hérnias

O tratamento de escolha das hérnias é a realização de cirurgia. Atualmente a técnica mais utilizada na maioria dos casos é a colocação de uma tela de material sintético. Esta técnica “remenda” o defeito da parede abdominal sem que haja resistênnciam, aperto ou aumento local da pressão. Estes são fatores que podem levar a cirurgia a falhar. A aplicação da tela pode ser realizada tanto pelo método convencional (corte na virilha) quanto por cirurgia minimamente invasiva. Ainda não existe consenso no meio médico de quais são as indicações e limitações para o emprego de cada um destes métodos, sendo este um campo de atuação que vem mudando rapidamente. Você deve discutir com seu cirurgião as vantagens e desvantagens do uso de tela (e quais diferentes tipos de telas) e o uso de laparoscopia no seu caso específico.

O uso de cintas, “fundas” e malhas de materiais diversos não são indicados no tratamento da hérnia já que são incapazes de corrigir o problema original, o defeito da parede abdominal. Embora possam funcionar temporariamente, a experiência mostra que em muitos casos o uso destes métodos somente predispõe ao crescimento do tamanho da hernia fazendo com que os sintomas piorem e o tratamento seja mais dificil ou até realizado as pressas.

Resultados do tratamento de hérnias

Os resultados do tratamento cirúrgico das hérnias são excelentes com índice muito pequeno de complicações. O paciente apresenta-se curado dos sintomas, com altos índices de satisfação e  recuperação extremamente rápida. Cuidados devem ser tomados para que a hérnia não retorne, o que se denomina recidiva. Para isto o médico deve instruir o paciente sobre seus hábitos durante o período imediatamente após a cirurgia.
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