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Terça, 29 Jul 2014
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Seg, 12 de Setembro de 2011 16:41

Metástases Hepáticas

Para melhor compreensão os tumores benígnos do fígado são apresentados em uma sessão separada (saiba mais sobre os tumores benignos do fígado).

Os tumores malígnos do fígado podem ser divididos em: câncer primário (com origem no próprio fígado) e câncer secundário ou metastático do fígado (com origem em outro órgãos e que atinge o fígado secundariamente).

Dentre os tumores primários do fígado, o mais frequente é o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular. Outros tipos de câncer primário de fígado incluem o colangiocarcinoma originado nos ductos biliares (Saiba mais sobre colangiocarcinoma), e outros tipos raros como angiossarcoma (câncer originário dos vasos sanguíneos), o carcinoma fibrolamelar, o linfoma  e o hepatoblastoma.
Saiba mais sobre outros tipos raros de tumores malignos do fígado

Devido as suas funções, posição estratégica e a maneira como recebe sangue de todo sistema digestivo e, também de outras regiões do organismo, o fígado é o órgão mais comumente acometido por tumores malígnos de outros órgãos, o que se denomina metástases hepáticas. Os principais locais de tumores metastáticos do fígado são cólon e reto, pâncreas, estômago, esôfago, pele, próstata, mama, ovário, pulmões, útero, bexiga e rins.

Prevenção e fatores de risco para metástases hepáticas

Diferentemente dos tumores primários do fígado que apresentam doença do fígado (cirrose e hepatites virais) como maior fator de risco, metástases hepáticas ocorrem em fígados sem doença prévia. Os fatores de risco são comuns ao local primário e prevenção também depende do local de origem do tumor.
Saiba mais sobre câncer de pâncreas
Saiba mais sobre câncer colorretal
Saiba mais sobre câncer de estômago
Saiba mais sobre câncer de esôfago

Detecção Precoce de metástases hepaáticas

Por definição a presença de metástase hepática, independentemente do local do tumor primário, indica câncer avançado. Diferentemente de alguns tumores (colorretal, hepatocarcinoma, mama, próstata) que possuem programas bem estabelecidos para detecção precoce, metástases não possuem programa de detecção precoce.

Sintomas de metástases hepáticas

- Cerca de 40% das pessoas podem não apresentar sintomas;
- Dor abdominal, sensação de distensão e peso na da barriga;
- Perda de peso inexplicada, perda de apetite, mal-estar, cansaço, icterícia (tonalidade amarelada na pele e nos olhos) e ascite (acúmulo de líquido no abdômen).

Diagnóstico de metástases hepáticas

Geralmente as metástases hepáticas são encontradas durante:
- Exames de rotina por sintomas inespecíficos ou outras doenças muitas vezes não relacionadas ao tumor primário (antes da identificação do tumor primário);
- O estadiamento de um tumor primário (antes ou durante a cirurgia);
- O seguimento de portadores de tumores que foram tratados;
- Mais raramente, porque causam sintomas de doença hepática.

Suspeita de um médico experiente é de fundamental importância para o diagnóstico. O relato dos sintomas e o exame do paciente se associam a alguns exames de sangue e de imagem. Os exames de sangue servirão para verificar a saúde como um todo do pacientes, bem como testar o fígado, os rins e verificar se há obstrução da bile. Marcadores tumorais podem auxiliar no encontro do tumor primário e também ajudar no seguimento pós tratamento.

O diagnóstico é realizado através de tomografia computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética (RNM). A biopsia hepática pode ser necessária para confirmação diagnóstica em alguns casos.

Estadiamento de metástase hepáticas

O diagnóstico de metástase hepática  estabelece que o tumor primário encontra-se em fase avançada. No entanto, é necessário que se complete o estadiamento do tumor primário para que se compreenda se existe envolvimento de outros órgãos (pulmão, cérebro e ossos), além do fígado. Por último precisa-se entender com detalhes o tamanho, número e localização das metástases hepáticas para que se possa planejar o tratamento mais eficaz.

Tratamento de metástases hepáticas

Além dos fatores descritos na sessão de estadiamento de metástase hepáticas, informações sobre o tumor primário são fundamentais para guiar o tratamento das metástases hepáticas.

Assim, o local, se tratamento já foi realizado (e também tipo, tempo e resposta ao tratamento), bem características do paciente, achados de exames de sangue e imagem (tamanho, acometimento de outros órgão e gânglios linfáticos) e patologia (exames no microscópio de parte ou todo o tumor por médico especializado) do tumor primário serão as principais informações que definirão como melhor tratar as metástase hepática. A condição principal para a indicação de uma ressecção cirúrgica de uma metástase hepática é a eliminação do tumor primário.

Uma condição principal para tratamento adequado da metátase hepática  é a eliminação completa do tumor primário e dos gânglios afetados. Dependendo do tipo de tumor primário isto pode ser realizado antes, após ou ao mesmo tempo do tratamento das metástases.

Geralmente, metástase hepática de tumores primarios do esôfago, estômago, pâncreas, ovários, útero, bexiga, próstata, rins e pulmões contra-indicam a remoção através de cirurgia com tratamento ficando restrito a quimioterapia e/ou radioterapia. Tumor primário de mama podem ter metástases hepáticas tratados através de cirurgia em casos esporádicos. Metástases hepáticas de tumores primários carcinóides ou neuroendócrinos podem ser tratados através de cirugia ou em casos selecionados de transplante hepático.

Aqueles pacientes com com metástase em fígado do câncer colorretal são os que possuem maior número de opções de tratamento que possibilitem cura. Estas opções incluem cirurgia (chamada de hepatectomia), associada a radioterapia e/ou quimioterapia (antes e/ou após a cirurgia), tratamentos locorregionais percutaneos (que são realizados através da pele sob sedação com intuito de diminuir o tumor para facilitar ou possibilitar a cirurgia).

A cirurgia, chamada hepatectomia, geralmente encontra como principal limitação o tamanho, a localização, o número de metástases para que se remova parte do fígado sem que se altere a função do fígado. Hoje, em alguns casos, pode se utilizar laparoscopia para estes tipos de cirurgia (hepatectomia videolaparoscopica) para que o paciente possa se beneficiar com uma cirurgia minimamente invasiva.

Resultados do tratamento das metástases hepáticas

Melhores resultados são obtidos com utilização de várias formas de tratamento da  metástase hepática, combinando cirurgia, quimioterapia local ou sistemica, procedimentos percutaneos (com sedação e guiados por imagem através da pele), radioterapia, radiofrequência e envolvendo múltiplos especialistas que combinam sua experiência para maior benefício do paciente. A história natural de uma metástase hepática não tratada de uma origem qualquer é de uma sobrevida de 4 a 24 meses. Uma vez realizada a ressecção de uma metástase hepática a sobrevida pode alcançar de 25 a 30% em 5 anos.
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