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Quarta, 20 Ago 2014
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Seg, 03 de Outubro de 2011 18:52

Pancreatites

As inflamações do pâncreas são chamadas de pancreatites. A pancreatite aguda e um processo de auto-digestão pelas enzimas pancreáticas. A inflamação tem múltiplas causas e envolve o pâncreas de forma reversível. Pode também, em suas formas mais graves, afetar outros órgãos tais como os pulmões e os rins. A pancreatite crônica é caracterizada por alterações irreversíveis que levam a destruição do órgão.

Fatores de risco mais comuns para pancreatites

- A causa mais comum de pancreatite aguda é a pedra na vesícula, chamada de pancreatite aguda biliar.
- A causa mais comum de pancreatite crônica é o uso excessivo de álcool, chamada de pancreatite crônica álcoolica.  Ocorre somente após um período maior que 5 anos do uso grande quantidade de álcool. Nestes casos, episódios de intoxicação podem causar também pancreatite aguda.

Sintomas das pancreatites

- Dor no abdome é o sintoma inicial de pancreatite. A dor surge na parte central da barriga, classicamente em faixa, correndo para as costas. Dura um ou mais dias e pode ser acompanhada de náuseas, vomitos e falta de apetite.
- Dor também é o sintoma predominante em portadores de pancreatite crônica.  Neste caso tende a ser mais continua e coincide com ingesta excessiva de álcool. Em casos avançados, onde o pâncreas não tem mais função adequada, portadores de pancreatite crônica tem perda de peso, diarréia e diabetes.
- Febre, alterações dos batimentos do coração e da respiração podem ser encontrados.
- Sensação de estufamento (distensão abdominal) também e freqüente devido a diminuição das movimentação do intestino.
- Em cerca de 10% dos casos a pancreatite aguda será denominada complicada por ter repercussão em outros órgãos ou apresentar inflamação mais grave do pâncreas que levam a outras complicações em seguida do quadro inicial (cistos, coleções liquida e infecções).

Diagnóstico das pancreatites

Naqueles com sintomas compatíveis com pancreatite utlizam-se exames de sangue que medem inflamação no órgão (amilase e lípase), bem como avaliam sinais de infecção (hemograma) e alterações em outros órgãos (fígado, rins e pulmões).

A ultrassonografia do abdome é usualmente o primeiro método para a avaliação de pacientes com suspeita de cálculos biliares e pancreatite aguda. O exame demonstra pedras no interior da vesícula, aumento do tamanho do pâncreas por inflamação e líquido ao redor do órgão inflamado. Nos casos de pancreatite crônica, a ultrassonografia pode demonstrar alterações e/ou obstrução no ducto pancreático.

Para avaliar a gravidade da pancreatite aguda e suas complicações o melhor exame é a tomografia computadorizada. Permite identificar pontos do órgão que não recebem mais fluxo sangüíneo, bem como possiveis pontos de infecção e auxiliar em eventual coleta de material para confirmar infecção e guiar o melhor tipo de tratamento.

Já em pacientes com pancreatite crônica a colangiorresonância é preferida por permitir melhor delineamento do ducto pancreático. No entanto, a técnica com melhor precisão é a pancreatografia endoscópica retrógrada. Ultrasonografia endoscópica também pode contribuir para o diagnóstico nestes pacientes.

Tratamento das pancreatites

A grande maioria dos pacientes com pancreatites terão recuperação rápida com repouso do aparelho digestivo (jejum) e uso de medicamentos. Naqueles com pancreatite aguda biliar, a remoção da vesícula biliar através de cirurgia,  chamada de colecistectomia,  está sempre indicada.

Atualmente o método mais utilizado para a cirurgia de remoção da vesícula biliar, ou colecistectomia, é a laparoscopia (chamado de colecistectomia videolaparoscopia). Este método traz todos os benefícios da cirurgia minimamente invasiva. Pacientes com pancreatite aguda complicada necessitam de suporte especializado em unidade de terapia intensiva, com exames de imagem periódicos e possivel necessidade de utilização de cirurgia para melhoria da infecção pancreatica. 

Pacientes com pancreatite crônica geralmente recebem tratamento com medicamentos, mas podem ter melhora da dor com cirurgia de drenagem do ducto pancreático ou remoção de uma porção (pancreatectomia parcial) ou de todo o pâncreas (pancreatectomia total).

Resultados do tratamento da pancreatite
A maioria dos pacientes com pancreatite aguda recupera-se totalmente em menos de uma semana com tratamento conservador. Os resultados da colecistectomia videolaparoscópica são excelentes com baixo risco de complicação, eliminação do elemento causador da pancreatite aguda e rápida recuperação da cirurgia.

Os piores resultados acometem aqueles com pancreatite aguda necrohemorrágica, com idade avançada ou com outras doenças associadas como diabetes mellitus, insuficiência respiratória ou renal e doenças cardiovasculares.

O resultado do tratamento é de pancreatite crônica é dependente da abstinência alcoólica. O tratamento cirúrgico também será influenciado pela não utilização do álcool.
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